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Ficha da Ação
Título Compreender a dislexia: da avaliação à intervenção
Área de Formação B - Prática pedagógica e didática na docência
Modalidade Oficina de Formação
Regime de Frequência Presencial

Duração
Horas presenciais: 15    Horas de trabalho autónomo: 15
Nº de horas acreditadas: 30
Duração
Entre 1 e 3    Nº Anos letivos: 1

Cód. Área   Descrição
Cód. Dest. 99   Descrição Educadores de Infância, Professores dos Ensinos Básico e Secundário e Professores do Ensino Especial
DCP   Descrição

Nº de formandos por cada realização da ação
Mínimo 5    Máximo 20
Reg. de acreditação (ant.) CCPFC/ACC-104064/19

Formadores
Formadores com certificado de registo
B.I. 92301810    Nome SANDRA MARIA DOMINGUES GONÇALVES CORREIA    Reg. Acr. CCPFC/RFO-21558/06
Componentes do programa    Nº de horas 0


Formadores sem certificado de registo

Estrutura da Ação
Razões justificativas da ação e a sua inserção no plano de atividades da entidade proponente
Atualmente, a dislexia é reconhecida como uma dificuldade específica de aprendizagem, razão pela qual configura uma das principais preocupações de pais, professores, psicólogos, terapeutas da fala e demais atores educativos. As crianças e jovens disléxicos, conquanto possuam um nível de inteligência médio ou acima da média, manifestam lacunas na aprendizagem e automatização do processo de leitura e de escrita, revelando tendencialmente um desempenho académico inferior às suas reais capacidades, traduzido, muitas vezes, em insucesso escolar, acompanhado de alterações emocionais (gestão do stress, baixa autoestima e fraco autoconceito).
A pertinência desta formação justifica-se pela ausência de formação inicial e contínua nesta área, sendo necessário dotar os docentes de ferramentas pedagógicas adequadas que potenciem a melhoria das respostas educativas.
Objetivos a atingir
Esta oficina pretende:
- Clarificar o conceito de dislexia e outros associados (disortografia, discalculia e disgrafia);
- Identificar os sinais de alerta e promover a atualização de conhecimentos neste âmbito;
- Capacitar os docentes para aperfeiçoarem a qualidade da ação educativa, indo ao encontro das necessidades educativas dos alunos disléxicos, diferenciando as formas de apresentação e de exploração dos conteúdos curriculares, de acordo com o disposto no DL n.º 54/2018;
- Desenvolver competências no âmbito da avaliação da leitura e da escrita que permitam aos docentes distinguir dificuldades de aprendizagem decorrentes de fatores ambientais de dificuldades de aprendizagem resultantes de défice fonológico (dislexia);
- Envolver os professores participantes na definição de procedimentos de ação e na produção de materiais de intervenção adequados aos seus diferentes contextos de trabalho;
- Aplicar, nos contextos pedagógico-didáticos, os materiais e exercícios produzidos;
- Refletir sobre a prática e os resultados obtidos;
- Promover, num ambiente ativo de interações positivas, a reflexividade docente e o trabalho em equipa multidisciplinar.
Conteúdos da ação
Módulo I - 3 horas
1.1. Apresentação da Oficina de Formação e organização dos trabalhos
- Apresentação da metodologia de realização da ação;
- Caracterização das práticas pedagógicas do grupo de formandos.
1.2. Dislexia: conceito, historial e comorbilidades
- Dislexia: da definição ao conceito;
- Historial e etiologia (fatores neurobiológicos, sociolinguísticos e ambientais);
- As comorbilidades mais frequentes: disortografia, discalculia, disgrafia, Défice de Atenção, Motricidade e Perceção (DAMP) e Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA);
- Dinâmica de grupo: “Quem é o disléxico?”.
Módulo II - 3 horas
2.1. O diagnóstico de dislexia
- Desenvolvimento da linguagem;
- Sinais de alerta na infância (indicadores precoces) e na idade escolar (indicadores tardios);
- Leitura (descodificação grafofonémica e compreensão da leitura);
- Expressão escrita (ortografia, sintaxe, acentuação, pontuação e grafomotricidade);
- Critérios de diagnóstico (DSM-5).
2.2. Avaliação
- Avaliação da leitura oral;
- Avaliação da compreensão da leitura;
- Avaliação especializada em equipa multidisciplinar;
- Apresentação de exemplos práticos e aplicação de conhecimentos (trabalho de grupo);
- Elaboração de relatórios pedagógicos compreensivos.
Módulo III - 3 horas
3.1. Enquadramento legislativo da Educação Inclusiva
- Decreto-lei n.º 54/2018 (princípios orientadores, definições operacionais e medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão);
- Opções metodológicas subjacentes ao DL n.º 54/2018: Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) e Abordagem Multinível;
- Linhas de atuação do Centro de Apoio à Aprendizagem no que toca aos alunos disléxicos.
3.2. Intervenção e reeducação da leitura e da escrita
- Articulação com a família e restantes atores educativos;
- Metodologias a adotar (ascendentes, multissensoriais…);
- Estratégias a implementar (bottom up, fónicas…);
- Recursos a mobilizar (construção de materiais, software open source e jogos didáticos);
- O papel do docente de Educação Especial na reeducação da leitura e da escrita (intervenção direta);
- O papel do docente de Educação Especial no aconselhamento aos docentes do ensino regular (consultoria), nomeadamente na planificação da ação educativa por referência ao DUA, e aos pais/encarregados de educação.
Módulo IV - 3 horas
4.1. Instrumentos estruturantes da ação educativa
- Linhas orientadoras para a elaboração de relatórios técnico-pedagógicos;
- As adaptações ao processo de avaliação;
- As adaptações curriculares não significativas (ACNS): sim ou não?
- Apresentação de um relatório técnico-pedagógico de um aluno disléxico;
- Aplicação prática dos conteúdos abordados (trabalho de grupo).
4.2. Monitorização do planeamento e da intervenção
- Criação de instrumentos que permitam monitorizar a planificação da intervenção e a própria intervenção (com enfoque na necessidade de dar feedback aos alunos e aos encarregados de educação);
- Redação de sínteses descritivas e avaliativas (para atas e memorandos);
- Apresentação de exemplos práticos;
- Dinâmica de grupo: simulação de situações de interação com encarregados de educação e alunos (mediante uma distribuição aleatória de cartões que orientam a tarefa).
Módulo V - 3 horas
5. Apresentação de trabalhos e avaliação da Oficina de Formação.
Metodologias de realização da ação
Presencial    Trabalho autónomo
As sessões presenciais serão momentos de reflexão conjunta, a qual decorrerá não só dos conteúdos teóricos, de documentos e de materiais disponibilizados pela formadora, mas também dos relatos de práticas vivenciadas pelos professores nas suas turmas, da análise de situações específicas ou, ainda, do resultado da aplicação de materiais produzidos em trabalho autónomo. Serão utilizadas metodologias ativas que promovam a participação continuada dos formandos, valorizando-se a experiência pedagógica e a aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos durante a ação de formação.
É com base neste aparato metodológico que os diferentes grupos irão realizar os trabalhos que, posteriormente, apresentarão ao grande grupo, privilegiando-se sempre a reflexão, o debate e a discussão de ideias.
   O trabalho autónomo será desenvolvido em contextos educativos, onde os formandos desenvolvem metodologias e práticas trabalhadas nas sessões presenciais, e concretizado através de um trabalho de natureza multidisciplinar, interdisciplinar e transdisciplinar, por forma a criar ambientes de aprendizagem inovadores e desafiantes.
Regime de avaliação dos formandos
A avaliação dos formandos decorre em conformidade com o Regime Jurídico da Formação Contínua, o n.º 2 do Artigo 46.º do ECD, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de janeiro e a Carta Circular CCPFC – 3 – 2007 – setembro.
A avaliação dos formandos terá incidência em:
Critérios/Parâmetros
Participação/contributos: Participação nas sessões (dinâmica da participação e qualidade das intervenções) e partilhas sobre o trabalho autónomo desenvolvido (30%).
Trabalho final (em equipa): Conceção, desenvolvimento e avaliação de um episódio de aula (qualidade dos materiais produzidos), tendo como referência as estratégias e os conteúdos abordados na oficina (50%).
Produção de uma reflexão final, a título individual (20%).
A avaliação final, que terá em conta os referidos parâmetros/critérios de classificação, será traduzida numa classificação expressa na escala de 1 a 10 valores: insuficiente (1 a 4,9 valores), regular (5 a 6,4 valores), bom (6,5 a 7,9 valores), muito bom (8 a 8,9 valores) e excelente (9 a 10 valores).
Fundamentação da adequação dos formadores propostos
A formadora possui o perfil adequado para o desenvolvimento dos conteúdos da ação, pelo que se dispensa a apresentação da fundamentação disponível neste campo do formulário.
Bibliografia fundamental
American Psychiatric Association. (2014). Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais: DSM-5. Lisboa: Climepsi Editores.
Moura, O., Pereira, M.,et Simões, M. (2018). Dislexia: Teoria, Avaliação e Intervenção. Lisboa: Pactor.
Pereira, F. (Org.) (2018). Para uma Educação Inclusiva. Manual de apoio à prática. Lisboa: Ministério da Educação – Direção Geral de Educação.
Shaywitz, S. (2003). Overcoming Dyslexia. Alfred A. Knopf. New York.
Shaywitz, S. (2008). Vencer a Dislexia - Como dar resposta às perturbações da leitura em qualquer fase da vida. Porto: Porto Editora.



Processo
Data de receção 19-09-2019    Nº processo 106541    Registo de acreditação CCPFC/ACC-105401/19
Data do despacho 25-09-2019    Nº oficio 6579    Data de validade 17-06-2022
Estado do Processo C/ Despacho - Acreditado